
Para vencer uma crise, PEÇA PRA ENTRAR!
O meu time estava em crise.
Quando não estou trabalhando e tem jogo do Atlético Paranaense na cidade é lá que você me encontra. Torcendo. Sofrendo. Vibrando. Pura paixão.
Outro dia, escrevi um texto para incentivar os nossos atletas a se superarem e a tal crise. Ele foi publicado no site do clube, entre outros, e a repercussão foi positiva.
Percebi que aquela mensagem pode ser útil em outras situações também, independente da pessoa ter ou não algum time do coração, apenas ajustando as palavras-chave ao contexto da questão.
Reproduzo a seguir o texto original, e ao término algumas opções de adaptação.
Experimente!
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Ontem o meu filho perguntou, - pai, será que ainda dá pra gente escapar do rebaixamento?
Automaticamente, eu respondi que sim, dependendo do que os jogadores fizerem em campo. E, depois, lembrando da última partida em casa contra o fluminense, quando em certo momento, frustrado diante da derrota eminente, gritei para um deles – peça pra sair!, concluí que não. A não ser que façamos algo melhor e urgente.
Então, o convido, - Peça pra entrar! Esse é o grito que eu realmente quero gritar.
Quando o navio ameaça ir a pique os ratos são os primeiros a abandonar o barco. Mas isso não é o que somos, é?
Eu acredito que você que está no atlético, sendo atleticano ou não, pode fazer melhor e vai ajudar. Como um profissional, que recebe para trabalhar, ou um torcedor como eu, que paga pra apoiar, tem brios e está aí para ganhar, mas pode aceitar perder, desde que seja jogando, de pé, como gente, e não escapando de quatro como um rato! Que é a sensação que fica ao ouvir tantas críticas fora de campo, e tão pouco dentro dele.
Chega! No jogo que citei acima, alguns atletas estavam tão fora de si, que por pouco não entregaram o ouro pros bandidos. E outros corriam pra lá e pra cá, sem chutar em gol, talvez por medo de errar e ter que enfrentar as vaias, perderam a chance de ganhar.
Isso faz sentido?
Peça pra entrar!
O que é que você tem pra dar?
Entusiasmo? Presença? Ousadia? Adiar a folia? Ter a iniciativa? Sorrir para o companheiro? Compreender? Desculpar? Estender a mão?
Quem não chuta em gol não marca!
Peça pra entrar!
Esqueça o rebaixamento e jogue pelo prazer de jogar. Lembra como eram gostosas as peladas de então, jogue como amador, com vontade de ganhar. Simplesmente. Afinal de contas, o salário não é tudo, e esse já está garantido!
E você que está lendo, em que pode ajudar?
Criando um símbolo para esta causa? Convocando a moçada? Enviando mensagens de apoio? Compondo hinos? Cantando?
A arquibancada, o microfone, o papel, a web e a telinha é o campo de quem nele atua.
Venha pro jogo. Se escale. A vitória será nossa.
Geninho, pode contar comigo.
Peça pra entrar!
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ADAPTE O TEXTO AO SEU CONTEXTO:
1) Escolha o cenário do seu interesse.
Por exemplo, crise de vendas na empresa ou na carreira profissional.
2) Reflita:
a - Lamentar, reclamar ou agir. O que o aproximará mais dos resultados que busca?
Se a sua opção for lamentar ou reclamar, estará escolhendo “pedir pra sair”. Ou seja, optou por ficar no desconforto da arquibancada em vez de entrar em campo e jogar.
No caso de preferir agir, escolheu fazer a diferença, e, de fato, influenciar o resultado em vez de apenas sofrer as conseqüências da ação ou inação dos outros.
O que você prefere?
b - O que você pode fazer para melhorar a situação?
c - Quais pessoas e recursos você pode mobilizar para ajudar na solução?
3) Utilize personagens apropriados a situação.
Por exemplo, no caso das vendas, no lugar do filho inclua alguém da empresa, o narrador pode ser você, os jogadores são as pessoas da equipe (vendedores, representantes, secretárias, etc...), a torcida são todos os colaboradores da empresa, o Geninho (técnico) é o principal líder da equipe (supervisor, gerente ou diretor de vendas).
4) Coloque paixão na ação.
Note que a mensagem é positiva, sem mascarar os fatos negativos e desafiadores.
Percorra o texto e vá ajustando as palavras aos objetivos específicos que você quer trabalhar.
No exemplo das vendas, o risco de rebaixamento significaria os resultados ruins; a parte que trata da atitude dos jogadores e críticos pode focalizar o comportamento dos vendedores e outros colaboradores; aquela que se refere a escapar do rebaixamento, poderia ser substituída pela meta de vendas, e assim por diante.
Evite empregar o tom acusador de quem “caça bruxas”, preferindo mesclar a razão que atrai pela credibilidade, com a paixão que seduz pela emoção, mobilizando o maior número possível de aliados para a nobre causa.
Demonstre confiança na empresa e na liderança, trabalhe a motivação individual e coletiva, indique caminhos alternativos viáveis e se coloque a disposição. Ou seja, escolha fazer parte da solução.
No mínimo, isso lhe dará maior visibilidade porque aí a concorrência é menor.
E, por fim, mas igualmente importante, convoque todos à luta de maneira inspiradora. Empregue palavras que descrevam a magnífica visão da vitória, e tons que antecipem a fantástica sensação que ela proporcionará, a cada pessoa da equipe, ao saborear os frutos que colhera.
Essa é a chave para trazer à tona a motivação verdadeira.
Pedir pra sair é a opção dos fracassados.
Você é um vencedor.
Peça pra entrar!
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ROBERTO VIEIRA RIBEIRO é Coach e Consultor de Vendas, diretor da Motivação e Resultados, instituto de Psicologia, PNL, Coaching, Consultoria e Treinamento. Autor do livro ASSIM É QUE SE FAZ, Desenvolvimento Pessoal e Profissional, e dos DVDs Sua Equipe vai Render Mai$, Como Negociar e Ganhar, Sempre? e A Motivação como Competência Básica, entre outros.
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