
A menina que progrediu o equivalente a um mês em seis minutos
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DECISÃO:
Quer progredir na Carreira
Tornar-se um grande líder
Conquistar resultados expressivos
Aprender a se comunicar, relacionar e vender melhor
Desenvolver competências técnicas e comportamentais
Quer apoio profissional para a sua decisão de crescer
SOLUÇÃO:
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Fale com Roberto Vieira Ribeiro: roberto@motivacaoeresultados.com.br
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Toda jornada começa com perguntas; aqui vão três:
Como pode uma academia de tênis russa sem um tostão e com uma única quadra coberta produzir mais jogadoras entre as vinte do ranking do que os Estados Unidos inteiros?
Como pode uma humilde escola de música situada no térreo de um edifício comercial, na cidade de Dallas, no Texas, produzir Jessica Sipson, Demi Lovato e uma série de estrelas da música pop?
Como pode uma família britânica pobre, de baixa escolaridade e residentes num vilarejo distante dar origem a três excelentes escritores?
Fábricas de talento são lugares misteriosos, e o mais enigmático a respeito delas é o fato de surgirem inesperadamente. Os primeiros jogadores de beisebol da minúscula ilha da República Dominicana ingressaram nas grandes ligas americanas de clubes profissionais nos anos 1950, e hoje um em cada nove jogadores desses clubes é dominicano. Em 1998, foi a primeira vez que uma jogadora de golfe sul-coreana venceu um torneio da Associação feminina de Golfe Profissional; em 2008, havia 45 conterrâneas suas no circuito da LPGA, incluindo 8 das 20 que mais ganharam dinheiro. Em 1991, havia apenas uma candidato da China no concurso de piano Van Cliburn; já no último concursos participaram oito chineses, e um avanço proporcional se verificou nas melhores orquestras sinfônicas do mundo.
A cobertura jornalística tende a tratar cada fábrica de talentos como um fenômeno singular, mas na verdade todos eles são parte de um padrão bem mais amplo e mais antigo.
Consideremos os compositores de Viena do século XIX, os escritores da Inglaterra Shakesperiana, ou os artistas do Renascimento italiano, durante o qual uma pacata Florença, com seus setenta mil habitantes, de repente produziu um surto de gênios, nunca visto antes nem depois. Em cada um desses casos, ecoam as mesmas perguntas. De onde vem esses talento extraordinário? Como ele se desenvolve?
Poderíamos começar a responder com um vídeo notável que mostra uma menina sardenta de 13 anos chamada Clarissa. Junto com outras crianças, Clarissa (este não é o seu nome verdadeiro) foi objeto de um estudo realizado por dois especialistas australianos em psicologia da música – Gary McPherson e James Renwick -, que acompanharam o progresso dela no clarinete por vários anos. O vídeo se intitula Shorterclarissa3.mov, mas deveria se chamar A menina que progrediu o equivalente a um mês em seis minutos.
Na tela, Clarissa não parece muito talentosa. Vestindo um agasalho de moletom azul com capuz e short de ginástica, a menina exibe uma expressão de letárgica indiferença. Na verdade, antes dos seis minutos registrados no vídeo, Clarissa tinha sido considerada musicalmente medíocre. Segundo os testes de aptidão aplicados por McPherson e os depoimentos de seu professor , de seus pais e da própria Clarissa, ela não possuía nenhum dom para a música. Não tinha bom ouvido, seu sendo de ritmo era mediano; sua motivação, quase inexistente (na parte escrita do estudo, ela assinalou “porque sou obrigada”, como principal razão para aprender clarinete). No entanto, Clarissa ganhou fama nos círculos de ciência da música, porque, numa manhã como qualquer outra, a câmera de McPherson filmou essa criança comum fazendo algo obviamente incomum. Em cinco minutos e cinqüenta e quatro segundos, ela multiplicou por dez sua velocidade de aprendizagem, segundo os cáulculos de McPherson. E nem notou!
McPherson passa o vídeo para nós: é de manhã, um dia depois de sua aula semanal. Ela está aprendendo uma nova música intitulada “Golden Wedding”, composta em 1941 pelo clarinetista de jaz Woody Herman. Ela tinha ouvido a peça algumas vezes. Gosta da música. Agora vai tentar tocá-la.
Clarissa inspira, toca duas notas e para. Tira o instrumento da boca e fica olhando a partitura com os olhos semicerrados. Toca sete notas, a frase inicial da música. Erra a última nota e na mesma hora para, quase arrancando o clarinete dos lábios. Lê a música apertando novamente os olhos e canta baixinho a frase: “Dá, dá, dum, dá.”
Recomeça e toca o riff desde o princípio, indo mais longe dessa vez, errando a última nota, voltando atrás e corrigindo o erro. A introdução da música já soa bem – as notas têm vivacidade e sentimento. Quando ela termina essa frase, para de novo por seis longos segundos, dando a impressão de repassá-la mentalmente, pois mexe os dedos simulando tocar enquanto pensa. Inclina-se para a frente, inspira e recomeça.
A nova tentativa soa muito mal. Não é música, não passa do som intermitente e em câmera lenta de uma série de notas pontuada por interrupções e erros. O bom senso faria crer que Clarissa não está indo nada bem. Mas, nesse caso, o bom senso erraria feio.
“É fantástico” diz McPherson. “Sempre que vejo isso” prossegue ele, “descubro coisas novas, incrivelmente sutis, poderosas”. “É assim que um músico profissional ensaiaria na quarta-feira para uma apresentação no sábado”, explica.
Na tela, Clarissa se debruça sobre a partitura, tentando entender um sol sustenido que nunca tocou antes. Olha para a própria mão, depois para a música, outra vez para a mão. Cantarola o riff de boca fechada. Mantém-se inclinada para a frente, como se caminhasse contra um vento frio. Aperta os olhos tensionando o rosto graciosamente sardento. Toca a mesma frase várias vezes. E a cada vez acrescenta mais energia, ritmo, swing.
“Veja só!”, exclama McPherson. “Ela tem um modelo na cabeça ao qual está sempre se comparando”, continua ele, “ensaia por frases, pensamentos completos, sem ignorar os erros que ouve e corrige”. Vai encaixando pequenas partes no todo, enxergando de perto e de longe alternadamente, preparando-se para alcançar um nível mais alto”, completa o psicólogo.
Esse não é um estudo comum. É outra coisa: um processo rigorosamente direcionado para um fim e ultra-atento aos erros. Algo está em desenvolvimento, em construção. A música vai surgindo, e, com ela, uma nova qualidade em Clarissa.
O vídeo segue. Depois de estudar “Golden Wedding”, Clarissa passa para outra peça, o famoso “Danúbio Azul”, de Johann Strauss. Mas agora toca de uma só vez, sem parar. Sem interrupções dissonantes, a música bem ou mal acaba assumindo uma forma melodiosa e reconhecível, apesar dos eventuais guinchos.
McPherson resmunga. “Ela só executa a peça, como se estivesse numa esteira rolante, é um horror”, critica. “Ela não está pensando, nem aprendendo, nem construindo nada, está só perdendo tempo”, lamenta. “Passa de um desempenho abaixo da média a um brilhante, e logo volta ao ponto de partida, sem perceber nada”, resume.
McPherson não agüenta aquilo muito mais tempo. Prefere rever Clarissa aprendendo
“Golden Wedding”. Quer assistir a esse trecho pela mesma razão que eu. Não se trata do registro de um talento inato, é algo bem mais interessante. São seis minutos nos quais uma pessoa comum ingressa numa zona extraordinariamente produtiva, uma zona na qual a habilidade aumenta a cada segundo.
“Meu Deus”, exclama McPherson em tom visionário, “se fosse possível colocar isso num frasco e vender, valeria milhões”.
O Código do talento se baseia em descobertas científicas revolucionárias sobre um isolante neural chamado mielina, atualmente considerado por alguns neurologistas o Santo Graal da aquisição de habilidades.
CRÉDITOS:
Livro: O Código do Talento
Autor: Daniel Coyle
Editora: Agir Editora – www.editoraagir.com.br
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DECISÃO:
Quer progredir na Carreira
Tornar-se um grande líder
Conquistar resultados expressivos
Aprender a se comunicar, relacionar e vender melhor
Desenvolver competências técnicas e comportamentais
Quer apoio profissional para a sua decisão de crescer
SOLUÇÃO:
PDIP – Programa de Desenvolvimento Individual Profissional
Fale com Roberto Vieira Ribeiro: roberto@motivacaoeresultados.com.br
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